Skip to content

Eucaristia e casais em segunda união

10 de maio de 2010

A Igreja tem um ideal de família que se baseia na união entre homem e mulher “até que a morte os separe”. Este projeto se inspira nas palavras de Jesus que determinou: “o que Deus uniu o homem não separe!” Penso que é dentro deste contexto que deve ser analisado o que o Papa Bento XVI escreveu sobre os casais de segunda união na Exortação Apostólica “Sacramento da Caridade”. Num documento que exalta a grandeza da eucaristia, o valor da missa, surge uma realidade que tem impedido o acesso de muitos à comunhão. Então, o Papa revela toda sua frustração de que católicos não possam participar em plenitude do que se considera a “fonte e ápice da vida e da missão da Igreja” (item 17). Eis o trecho do documento que causou polêmica:

“por isso, é mais que justificada a atenção pastoral que o Sínodo reservou às dolorosas situações em que se encontram não poucos fiéis que, depois de ter celebrado o sacramento do Matrimônio, se divorciaram e contraíram novas núpcias. Trata-se dum problema pastoral espinhoso e complexo, uma verdadeira chaga do ambiente social contemporâneo que vai progressivamente corroendo os próprios ambientes católicos” (item 29).

Mais adiante se diz:

“os divorciados recasados, não obstante a sua situação, continuam a pertencer à Igreja, que os acompanha com especial solicitude na esperança de que cultivem, quanto possível, um estilo cristão de vida, através da participação na Santa Missa ainda que sem receber a comunhão, da escuta da palavra de Deus, da adoração eucarística, da oração, da cooperação na vida comunitária, do diálogo franco com um sacerdote ou um mestre de vida espiritual, da dedicação ao serviço da caridade, das obras de penitência, do empenho na educação dos filhos”.

Não se pretendeu, como se pôde ver, desconsiderar quem é divorciado. Muito menos agredi-lo! Mas a Igreja – que se mantém contrária ao divórcio – ao escrever aos seus fiéis relembra com tristeza o crescente número de seus membros nesta realidade. Sem abandoná-los, expõem as dificuldades e desafios. Propõem também que haja uma preparação mais adequada ao matrimônio, para que os casais, ao jurarem fidelidade eterna, o façam com mais maturidade e responsabilidade e possam honrar o compromisso assumido. Enfim, a caridade deve sempre sobressair. Não há olhar de condenação, nem de julgamento. Cristo é o modelo! E continua lembrando que só deve atirar pedras quem não tiver pecado.

Vanuza Colombo

Anúncios
Deixe um comentário

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: