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3ª Peregrinação Nacional e Simpósio da Família

31 de maio de 2011

O dia 28 de maio ficará guardado na lembrança dos agentes do Pastoral Familiar de todo o Brasil. Foi realizado, nesta data o 1º Simpósio Nacional da Família, junto à 3ª Peregrinação Nacional da Família.

Iniciado às 9h, o evento contou com a participação de mais de 600 pessoas, que foram acolhidas no Auditório do subsolo do Santuário Nacional de Aparecida. As inscrições foram feitas antecipadamente através das coordenações da Pastoral Familiar dos 17 Regionais da CNBB.

Foram conferencistas do 1º Simpósio: pe. Rinaldo Roberto de Rezende, cura da Catedral de São Dimas, da Diocese de São José dos Campos; pe. José Fernandes de Oliveira, scj – o pe. Zezinho – sacerdote, escritor e cantor há 45 anos; dom Joaquim Justino Carreira, bispo auxiliar da Região Episcopal Santana, da Arquidiocese de São Paulo; e Cleusa Thewes, psicoterapeuta familiar do Rio Grande do Sul e articulista da Revista Família Cristã. Cada um recebeu um tema sugerido pela Comissão Nacional da Pastoral Familiar, através do assessor nacional, pe. Luis Antonio Bento. Animou o evento o compositor e cantor Antonio Cardoso, queexecutou diversas canções sobre família e relacionamento.

Pe. Rinaldo falou sobre “a missão da família cristã no mundo contemporâneo”, tema que retomou os ensinamentos da Exortação Apostólica Pós-sinodal Familiaris Consortio – A Missão da Família Cristã no Mundo de Hoje, que neste ano completa 30 anos de publicação. O sacerdote enfatizou, conforme cita o documento, que há muitas sombras que ainda assolam as famílias neste século XXI, e que o resgate dos seus valores essenciais e fundamentais está na observação do princípio evangélico citado em Marcos, capítulo 10, e em Mateus, capítulo 19: voltar ao princípio do projeto de Deus, que cria homem e mulher e os une para o seu próprio bem e para a fecundidade. Pe. Rinaldo citou um provérbio africano, que segundo ele, ressalta muito bem esse retorno da família ao princípio criativo de Deus: se você não sabe para onde vai, sabe ao menos de onde veio; então, volte para lá. Em tempos onde os objetivos da caminhada da família parecem obscuros, o melhor é voltar a Deus, que é fonte e origem de tudo.

O pe. Zezinho, scj, abordou o tema “Família e transmissão da fé – pais pedagogos”. Entre as diversas citações e frases que proferiu em seu discurso, afirma: “A Família precisa da Catequese do Diálogo. A família precisa educar para as relações. E catequistas todos somos. E catequista dialoga.” Pe. Zezinho falou sobre a diferença entre a família sitiada pelas dificuldades, luzes e sombras do mundo, que fazem com que a família rejeite os seus valores fundamentais e ceda ao que o mundo lhe oferece, e a família situada, que faz valer sua humanidade e seus valores cristãos apesar de tudo. Ressaltou que precisamos ter a coragem de ser a Igreja firme que diz o que é certo e o que é errado, o que pode e o que não pode. Precisamos ter a coragem de falar não e parar de falar amenidades somente para agradar as pessoas. O padre terminou sua palestra cantando a música “Casinha de ribeirão” que fala sobre a beleza de ser família que preserva seus valores.

Após a palestra do pe. Zezinho, falou, por alguns minutos, dom João Carlos Petrini, bispo de Camaçari (BA) e atualmente Presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Vida e a Família, eleito na 49ª Assembleia Geral dos Bispos, deste ano do 2011. Ele pontuou questões relativas às ameaças à família, incluindo as mais recentes e indicou alguns caminhos para a ação pastoral.

Fez-se uma pausa para o almoço e, logo a seguir, dom Joaquim Carrera fez sua exposição. Falou que a origem da família é o consentimento entre homem e mulher que decidem viver unidos para seu próprio bem, para a geração de uma prole e para a educação de seus filhos na fé. Falou sobre acolhida necessária às famílias que vivem em situações especiais, que passam por diversos problemas internos e externos. Fazendo também referência ao Familiaris Consortio, dom Joaquim pontuou outras questões diversas sobre o relacionamento familiar e enfatizou que se não existirem verdadeiras políticas públicas para a família, ela sofrerá muito, pois é dever do Estado cuidar do bem da família.

A seguir, palestrou a psicoterapeuta Cleusa Thewes. Através de um bate-papo descontraído, mostrou a importância da acolhida às famílias, principalmente as mais necessitadas e pobres. Movimentando-se muito pelo palco do auditório, Cleusa transitou pelos problemas familiares, citando, inclusive, um fato marcante dos dias atuais que são as famílias onde os pais apresentam-se tão adolescentes quanto os filhos, tanto em pensamentos quanto em atitudes. Fez junto com os mais de 600 participantes do encontro a dinâmica do perdão, onde todos puderam expressar fisicamente sua atitude de arrependimento diante da omissão social e eclesial frente às amarguras vividas pelas famílias carentes, que geralmente não são atendidas.

Houve, entre cada bloco do 1º Simpósio (manhã e tarde) um momento de interação, onde os conferencistas puderam responder aos questionamentos dos participantes. Muitas dúvidas a respeito de problemas sobre relacionamento, sobre o trabalho pastoral, sobre educação dos filhos, sobre ações com os casais em segunda união, sobre a polêmica a respeito das uniões homoafetivas e pares homossexuais, entre outras, foram respondidas.

O dia encerrou-se com a celebração da missa de abertura da 3ª Peregrinação Nacional da Família, presidida por dom Raymundo Damasceno, cardeal arcebispo de Aparecida. Logo após a missa foi realizada a procissão luminosa entre o Santuário Nacional e a Basílica Matriz (também conhecida como Antiga Basílica ou Basílica Velha). Essa procissão foi conduzida por dom Severino Clasen, bispo de Araçuaí (MG) , que fez diversos momentos de reflexão ao longo da passarela que liga os dois templos. Ao final, na praça da Matriz, do Clasen finalizou o momento e deu a bênção a todos os presentes, enquanto os demais bispos que acompanharam a procissão seguravam o andor de Nossa Senhora Aparecida, sobre o carro de som.

No domingo foram celebradas x missas. Sendo a principal a missa das 10 horas, presidida por dom Orlando Brandes.

Estiveram presentes a esse grande momento da Família Brasileira, em Aparecida, de 120 a 150 mil pessoas do todo o Brasil. Em 2012 será organizada a 4ª Peregrinação e a data poderá ser adiantada por causa do VII Encontro Mundial do Papa com as Famílias, que será realizado em Milão, entre os dias 30 de maio e 03 de junho de 2012.

Veja mais fotos da 3ª Peregrinação Nacional e do 1º Simpósio da Família neste endereço http://www.flickr.com/photos/pfsul1

Veja abaixo um trecho do pe. Zezinho, scj, cantando a nova versão de Um Certo Galileu.

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