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XIII Congresso Nacional da Pastoral Familiar e os desafios da atualidade

19 de agosto de 2011

O Congresso Nacional é um momento de grande importância que acontece a cada três anos e abre espaço para a renovação da caminhada dos agentes de pastoral de todo o Brasil. Esta 13ª edição começou na noite da sexta-feira,19/ago,e teve como tema “Família,pessoa e sociedade” e como lema “Somos cidadãos e membros da família de Deus” (Cf. Ef 2,19). Às 19h foi montada a mesa solene para a abertura dos trabalhos,composta por dom João Carlos Petrini,Presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Vida e a Família da CNBB e bispo da Diocese de Camaçari (BA);dom Walmor Oliveira de Azevedo,Arcebispo da Arquidiocese de Belo Horizonte,anfitriã do evento;dom Joaquim Justino Carreira,conselheiro da Comissão Episcopal para a Vida e a Família da CNBB e bispo Auxiliar da Arquidiocese de São Paulo;dom Tarcísio Nascentes dos Santos,Presidente da Comissão para a Vida e a Família do Regional Leste 2 e bispo da Diocese de Divinópolis (MG);pe. Rafael Fornasier,Assessor Nacional da Comissão Episcopal Pastoral para a Vida e a Família e Secretário Executivo da Comissão Nacional da Pastoral Familiar;pe. Evandro Alves Bastos,Secretário Executivo do Regional Leste 2 da CNBB;pe. Edilson Raposo,Assessor eclesiástico da pastoral familiar do Regional Leste 2 da CNBB;pe. Jorge Alves Filho,Assessor Eclesiástico da Pastoral familiar da Arquidiocese de BH;Raimundo (Tico) e Vera Lúcia,casal coordenador da Comissão Nacional da Pastoral Familiar;Júlio e Marília,casal coordenador da Comissão Regional da Pastoral Familiar Leste 2.

A dom Walmor coube as palavras de boas vindas aos palestrantes e congressistas. Ele acolheu a todos falando sobre as belezas Minas e afirmou:“sou um mineiro baiano e o baiano mais mineiro”,aludindo ao tempo em que viveu na Bahia.

Dom Petrini fez a abertura oficial do evento e os trabalhos da noite foram encerrados com uma oração.

No sábado,os trabalhos foram retomados com a oração feita pela equipe de liturgia que através da celebração do Ofício Divino das Comunidades.

A seguir,foram convidados ao palco do teatro do Minascentro os primeiros expositores do dia.

A primeira foi a dra. Maria Inês,médica e doutora em ciência da religião e teologia. Ela apresentou as tendências atuais que desconstroem o individuo e a família. Mostrou as tendências que vão diminuindo o valor da família. Exemplificou apresentando dados de uma pesquisa que fez com 500 universitários em 2002,onde foi feita a pergunta “qual seria seu decálogo se você fosse Deus” o resultado foi um surpreendente quarto mandamento que dizia “ser família é coisa do passado”. A partir disso,ela mostrou um caminho onde diz que no final deveremos ser “Curadores feridos”.

O segundo a apresentar-se foi o pe. Jorge,assessor Arquidiocesano da Pastoral Familiar de Belo Horizonte,que apresentou um panorama social da pessoa e da família,incluindo o âmbito pastoral. Segundo ele a ação pastoral tem que ser questionadora da condição humana atual para poder sugerir propostas. Terminou apresentando um trecho da Familiaris Consortio que fala sobre a constituição da família como Igreja Doméstica,onde o Bem-aventurado João Paulo II exorta:“Família torna-te aquilo que és”.

A seguir,pe. Libânio,jesuíta e professor de teologia na Faculdade Jesuíta de Filosofia e Teologia (FAJE),o terceiro a apresentar-se,falou sobre diversos torpedos que vão destruindo a família. Ele apenas fez uma análise,sem entrar em detalhes sobre o que são os problemas,pois afirmou que na era da informação e do Google,informação é o que mais as pessoas têm. Ele discorreu e comentou o que está informado. Transmissão da cultura,transformação da cultura por 4 torpedos:a ciência,a autonomia,a história,a práxis,a Família como relação – relação e cuidado. Antes a família era cultura,agora é relação,pois mudamos a casa todos dia. A Pastoral Familiar precisa ensinar a se relacionar. Vivemos em uma sociedade fragmentada,quebrada por dentro,e nós precisamos organizar os caquinhos em mosaicos bonitos. Também trabalho da Pastoral Familiar.

Ao final das apresentações,foram comentadas as perguntas feitas por escrito para os debatedores.

A seguir,conforme a programação,foi convidada ao palco do auditório a dra. Renate Jost,psicoterapeuta de renome internacional,que criou e desenvolveu o método de abordagem e análise do inconsciente,para falar sobre a pessoa e a família através dessa abordagem. Ela apresentou aos participantes de maneira clara a 3ª dimensão da pessoa,aquela que se confere à pessoa uma visão humanística,que é a dimensão espiritual,que existe além da física e da psicológica. Mostrou como,em seus estudos,essa dimensão espiritual é muito importante e se manifesta já desde a concepção. Através de diversos casos que apresentou,a dra. Renate afirmou que as pessoas tendem,“a buscar o equilíbrio e a retomada do seu ‘eu’ sadio,que é aquele que é adquirido já desde o ventre materno”. Ela também passou algumas dicas sobre como evitar problemas com a pessoa,indicando o que pode ser feito pelos pais desde o tempo da gestação.

Terminada a apresentação da dra. Renate,os congressistas foram convidados ao almoço que foi servido nas dependências do Minascentro. Os trabalhos foram retomados às 14h.

Dom Petrini foi o expositor que falou aos congressistas logo após o almoço. Seu tema,Ecologia Humana,apresentou através de diversos pensadores,começando pelo Beato João Paulo II,passando por Bento XVI e chegando até mesmo a Karl Marx,que diante do pensamento humano é possível estabelecer o que é e como trabalhar a defesa do Ser Humano,de sua existência e de seus valores. Sua reflexão também foi na direção de que não é somente o problema da manipulação biológica que deve nos preocupar,mas a mentalidade reducionista que hoje está instalada na sociedade e que empobrece a pessoa. “Vivemos em um mundo que é deserto de amor”,enfatizou dom Petrini,“não se sabe mais amar”. Segundo o bispo,hoje se vive relações descartáveis onde o amor é transformado em um relacionamento superficial,onde não entra a opção da doação pelo outro e para o outro. Ele lembrou o exemplo de Cristo que diz “este é o meu corpo que dou por você” como um modelo a ser seguido pela pessoa e pela família,consequentemente. Afirmou que esta é “uma qualidade de amor que é verdadeiro porque procura o bem da outra pessoa”. Ao final da sua palestra,o presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Vida e a Família fez diversas indicações de atividades pastorais que os agentes podem desenvolver além do que atualmente já é feito. Entre as indicações,citou encontros com casais pelas casas de forma missionária para partilha da palavra e da vida e interações mais elaboradas com outros grupos e pastorais como a catequese.

Após a palestra de dom Petrini foi composta uma mesa para que a Pastoral Familiar pudesse falar sobre diversos aspectos da caminhada da Pastoral Familiar.

Após esse momento foi apresentado um filme sobre a vida do Servo de Deus pe. Eustáquio van Lieshout ss.cc.

Ainda no sábado foi celebrada a Santa Missa,presidida por dom Walmor,Arcebispo de Belo Horizonte e concelebrada pelos bispos e padres presentes. Após a missa,houve a apresentação do coral de canto gregoriano de Belo Horizonte.

O dia foi encerrado com uma confraternização,onde foi servido um caldo à mineira a todos os participantes do XIII Congresso,que foram convidados a retornarem ao Minascentro no domingo às 8h.

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From → Congresso, Igreja

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