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3ª Estrela da coroa de Maria – A Maternidade.

30 de agosto de 2011

Que a paz de Nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo e o amor de Maria, Mãe de Deus (Lc 1,43) estejam com todos vocês

Começamos este post falando exatamente da Mãe de Deus. Este será o nosso tema de hoje, que corresponde a 3ª estrela da coroa de Nossa Senhora, conforme vista por São João no Apocalipse (Ap. 12,1).

O versículo do Evangelho que eu sempre referencio para justificar o que eu digo sobre a Mãe de Deus, vem da passagem onde Maria vai visitar sua parenta Isabel, então grávida miraculosamente de São João Batista, e esta, enchendo-se do Espírito Santo e reconhecendo Maria como a Mãe do Messias, exprime as seguintes palavras:

“42. E exclamou em alta voz: Bendita és tu entre as mulheres e bendito é o fruto do teu ventre.
43. Donde me vem esta honra de vir a mim a mãe de meu Senhor?”
 (Lc. 1,42-43)

Sabemos que Jesus Cristo é Nosso Senhor porque ele é Deus feio homem, por isso digno de adoração e louvor. Concomitantemente, Maria que foi preparada desde seu Nascimento Imaculado para ser a Mãe de Deus, é digna de aclamação por todas as gerações, conforme ela disse logo depois a sua prima:

“46. E Maria disse: Minha alma glorifica ao Senhor,
47. meu espírito exulta de alegria em Deus, meu Salvador,
48. porque olhou para sua pobre serva. Por isto, desde agora, me proclamarão  bem-aventurada todas as gerações,
49. porque realizou em mim maravilhas aquele que é poderoso e cujo nome é Santo.”
 (Lc 1,46-49).

Diz assim a Constituição Lummen Gentium em seu número 56:

“Quis, porem, o Pai das misericórdias, que a encarnação fosse pela aceitação daquela que era predestinada a ser Mãe de Seu Filho, para que, assim como contribuiu para a morte(Eva) a mulher também contribuísse para a vida(Maria)”.

Nos diz assim São Paulo:

“Na plenitude dos tempos, Deus enviou seu Filho ao mundo nascido de uma mulher” (Gl. 4,4)

Diz-nos o beato João Paulo II na Encíclica “A Dignidade da Mulher”:

“Isto nos mostra que no ponto chave da história da salvação se deu um acontecimento capital em que entra a figura de uma mulher… Precisamente esta mulher está presente no evento salvífico central que decide a plenitude dos tempos; esse evento se realiza nela e por meio dela.” (n. 3)

Para entendermos o que o Santo Padre quis dizer com estas palavras, precisamos recordar de um fato muito importante e que muitos esquecem. O fato de Jesus ser carne da carne de Maria.

Desde o inicio do cristianismo, muitos hereges perturbam a vida da Igreja e ameaçam a Sã Doutrina. Um deles for Nestório, patriarca de Constantinopla no século V, que iniciou um movimento herético chamado Nestorianismo. Ele declarava a seguinte aberração: “Porventura Deus teria uma mãe? Nesse caso não podemos negar a mitologia grega, que atribui uma mãe aos deuses.”

Então, a Igreja reunida no Concílio do Éfeso, ocorrido em 431, proclamou solenemente uma das verdades mais queridas do povo Cristão:

“Maria é verdadeiramente Mãe de Cristo, que é verdadeiro Filho de Deus”.

Estava assim erradicada para sempre do seio da Igreja esta perigosa heresia que queria ver em Jesus duas pessoas, uma divina e outra humana, sendo Maria apenas a mãe desta última. Foi assim que, utilizando-se do Magistério concedido pelo Cristo para confirmar os irmãos na Fé (Lc 22,32), o Papa junto com os padres conciliares afirmaram infalivelmente que Maria é “Theotókos” (Theo = Deus, Tokos = Mãe)! Mãe de Deus!

Sendo assim, Jesus, Filho de Deus, é Filho de Maria. É sangue de Maria, é a carne de Maria. Fica em Jesus a marca de Maria, o caráter, até a herança genética, a fisionomia, a voz, a carne de Maria. Seu corpo é todo feito do corpo de Maria. Como Jesus não foi gerado pelo sêmen de um homem, biologicamente tudo lhe veio da Sua Mãe. Por isso, dizia Santo Agostinho: “A carne de Jesus é a carne de Maria.”(Maria, Maria… Pág. 16).

Pelo fato de Cristo ser carne da carne de Maria e ela ter estado ao pé da cruz, sofrendo as dores de uma espada a transpassar sua alma (Lc. 2,35), podemos afirmar que Maria é co-redentora de toda a humanidade, recebendo assim com dignidade todos os títulos a Ela concedida por seus filhos.

Nos diz assim São Luiz de Montfort:

“Deus, sem precisar, porque se basta a si mesmo, quis começar e acabar suas maiores obras por meio da Santíssima Virgem.” (Tratado da Verdadeira Devoção, n.16) E Ainda:

“Porque o mundo era indigno de receber o Filho de Deus diretamente das mãos do Pai, diz Santo Agostinho, Ele o deu a Maria a fim de que o mundo O recebe-se por meio dela”(idem).

Infelizmente até hoje os protestantes, enganados pela heresia de Nestório, seguida por Lutero, consideram Maria apenas a Mãe de Cristo homem, e não Mãe de Deus. Assim, não lhe prestam o devido culto, ofendendo-na com muitos insultos e profanando suas imagens sagradas. Peçamos a Deus misericórdia deles por sua ignorância e dureza de coração.

A estes, gostaria de lembrar as palavras de São Pio X, na encíclica “Ad diem Illum”:

“Querendo a divina Providência que o Homem-Deus nos visse por Maria, em cujo seio, por obra do Divino Espírito Santo, Ele quis repousar, resta-nos só a aventura de receber Jesus Cristo das mãos de Maria… Ela é, pois, nossa melhor Guia, nossa melhor Mestra para conhecimento de Jesus Cristo… Só se encontra o Menino com Maria, Sua Mãe.”

Ficamos por aqui, lembrando sempre da máxima da Igreja que nos serve de consolo e força para nossa luta cotidiana: “Tudo por Jesus, nada sem Maria”!

Fontes: AQUINO, Felipe Reinaldo de Queiroz de – A Mulher do Apocalipse – Editora Cléofas – 7ª Edição – Lorena/SP – 2005 – Páginas 32 a 38.

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