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São Nicolau ou Nícolas de Tolentino, Região de Marche, Província de Macerata, Itália – Corpo Incorruptível

10 de setembro de 2011

Os corpos dos santos que não se decompõem são reais. Não são múmias rígidas, secas e  sem umidade por causa de certos minerais da terra.

Os Santos permanecem com idades entre 18 e 20 anos, como no dia em que morreram, exalando perfumes requintados e mantendo a flexibilidade e maciez.

São Nicolau nasceu em Sant’Angelo in Pontano, na Itália em 1245 dentro de uma família muito religiosa.
Seus pais, não podendo ter filhos e para conseguir do Céu a graça de que lhes chegasse algum herdeiro, fizeram uma peregrinação ao Santuário de São Nicolau de Mira na cidade de Bari. No ano seguinte, nasceu este menino e em agradecimento ao santo que lhes tinha conseguido o presente do Céu, puseram-lhe por nome Nicolau.

Ele é o primeiro grande fruto de santidade da Ordem Agostiniana, onde ingressou em 1256, ano da “Grande União”, tinha 11 anos. Dois ou três anos mais tarde abraçou a vida religiosa.

Com vinte anos, Nicolau ficou impressionado com a pregação de um monge eremita agostiniano. A partir disso, acolheu o desafio da vida monástica como eremita.

Ordenado sacerdote em em 1269 em Cíngoli, foi visitar um convento de sua comunidade e lhe pareceu muito formoso e muito confortável e dispôs pedir que o deixassem ali, mas ao chegar à capela ouviu uma voz que lhe dizia: “A Tolentino, a Tolentino, ali perseverará”. Comunicou esta notícia a seus superiores, e a essa cidade o mandaram.

Ao chegar a Tolentino se deu conta de que a cidade estava arruinada moralmente por uma espécie de guerra civil entre dois partidos políticos, o guelfos e os gibelinos, que se odiavam até a morte. E se propôs dedicar-se a pregar como recomenda São Paulo: “Oportuna e inoportunamente”. E aos que não iam ao templo, pregava-lhes nas ruas.

São Nicolau percorria os bairros mais pobres da cidade consolando aos aflitos, levando os sacramentos aos moribundos, tratando de converter os pecadores, e levando a paz aos lares desunidos. Passava horas e horas no confessionário, absolvendo aos que se arrependiam ao escutar seus sermões.

São Nicolau de Tolentino viu em um sonho que um grande número de almas do Purgatório lhe suplicavam que oferecesse orações e missas por elas. Desde então dedicou-se a oferecer muitas Santas Missas pelo descanso das benditas almas.

Ele viveu 30 anos em Toletino e morreu em 10 de setembro de 1305. Sob seu modesto burel o exemplar religioso teceu na humanidade a preciosa trama da santidade, a ponto de fazê-lo exclamar na hora da morte: “Vejo meu Senhor Jesus Cristo, sua Mãe e Santo Agostinho, que me dizem: “Bravo, servo bons e fiel”.

Quarenta anos depois de sua morte foi encontrado seu corpo incorrupto. Nessa ocasião lhe tiraram os braços e da ferida saiu bastante sangue. Conservados em custódias de prata, desde o século XV, os braços tiveram periódicas efusões de sangue. Este foi um ponto muito importante para a difusão do culto deste Santo na Europa e nas Américas.

Seus restos repousam no santuário de Tolentino.
São Nicolau é muitas vezes apresentado com uma estrela no peito.

A austeridade de vida, a oração incessante, a penitência voluntária, a perfeita vida comum, unidas a uma grande caridade e delicadeza para com todos e a uma sincera e profunda sensibilidade pelas misérias materiais e espirituais dos seres humanos, são os traços característicos de sua santidade.

Há séculos é invocado em todo o mundo como taumaturgo por sua eficaz intercessão ante Deus. São Nicolau de Tolentino é invocado pelos que sofrem injustiças ou são oprimidos na vida e na liberdade, e como protetor da maternidade e da infância, das almas do purgatório, da boa morte e também contra os incêndios e epidemias. Em sua terna devoção à Mãe de Deus têm origem os “pãezinhos de São Nicolau”, abençoados no dia de sua festa.

A iconografia do santo expressa em formas mui variadas muitas destas características. Sua figura esbelta e enxuta, o rosto sorridente e compassivo, o olhar sereno e doce tal como o representam diversas pinturas feitas logo após sua morte, nos revelam sua personalidade levando-nos a senti-lo como a um irmão que estimula, anima e ajuda a seguí-lo no caminho por ele percorrido.

A família agostiniana vê em São Nicolau um modelo de sua espiritualidade plenamente alcançada. São Nicolau cumpriu, efetivamente, a intenção que a Santa Sé havia proposto ao tomar a decisão de reunir os vários grupos eremitas em uma única Ordem.

oferecer uma síntese entre contemplação e apostolado, entre a busca de Deus e o compromisso com os problemas humanos, o de conseguir que a vida religiosa se convertesse em fermento de vida cristã para o povo de Deus.

Eis aqui palavras do escritor Jordão da Saxônia:

“Para os tristes era alegria, consolo para os aflitos, paz para os que se encontravam divididos, repouso para os cansados, ajuda para os pobres, remédio singular para os prisioneiros e enfermos. Sentia tanta compaixão pelos pecadores, que rezava, jejuava, celebrava missas e chorava diante de Deus pelos muitos que se confessavam com ele para que fossem libertados das trevas dos pecados”.

As atas, com o depoimento de 371 testemunhas, foram apresentadas ao papa em 1326, porém a solene canonização tendo sido declarados autênticos trezentos e um milagres. lugar somente no ano de 1446.

São Nicolau de Tolentino…     Rogai por nós!

Fonte: cançãonova e santarita-oar

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