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6ª Estrela da Coroa de Maria – A Submissão de Jesus a Nossa Senhora.

10 de outubro de 2011

Vamos falar da 6ª Estrela. Vale lembrar que esta série de artigos remete a passagem do Apocalipse de São João, que você pode ler em Ap 12,1.

Cristo veio ao mundo para nos redimir do pecado por meio de seu Sacrifício na cruz do calvário, sendo para nós “O Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo” (Jo. 1,29). Para isto, como previsto na lei judaica, o cordeiro deveria ser imaculado. Por tanto, Jesus deve ser completamente livre da mancha do pecado.

De forma alguma poderia ser diferente com relação ao 4º Mandamento da Lei de Deus (Honrar Pai e Mãe). Nosso Senhor, enquanto criança e jovem, foi submisso a Nossa Senhora, como todo bom filho deve ser. Maria também, como toda boa mãe, soube cuidar e educar Nosso Senhor, junto ao seu castíssimo esposo, o Glorioso São José.

A submissão de Nosso Senhor a Nossa Senhora e a São José pode ser atestada nas páginas do Santo Evangelho, em Lc. 2,51. Este fato inegável fez com que o Papa Pio IX, em 8 de dezembro de 1870, declarasse infalivelmente São José, pai legal e amoroso de Jesus, a qual a graça da submissão do Cristo lhe foi também concedida, foi nomeado Patrono Universal da Santa Igreja.

Santo Antônio de Pádua, amigo de São Francisco de Assis, grande Santo Doutor da Igreja, conhecido como “ O Martelo dos Hereges”, nos diz:”

“Porque Adão no paraíso não quis servir ao Senhor, por isso o Senhor assumiu a forma de Servo (Fl 2,7), a fim de que o servo já não se envergonhasse de servir ao Senhor. O amor a nós o prendeu tão intimamente à nossa natureza que o fez descer até nossa miséria, como se no céu ele já não pudesse permanecer em nós”.

São Paulo Disse aos filipenses que Jesus, “sendo de condição divina, não se prevaleceu de sua igualdade com Deus, mas aniquilou-se a si mesmo, assumindo a condição de escravo e assemelhando-se aos homens” (Fl 2,6-8). Exatamente este “aniquilamento” de Jesus é que destruiu a corrente da soberba desobediente de Adão, fazendo-se assim submisso a Maria Santíssima e a São José.

Nos diz São Luiz de Montfort: “Jesus deu mais gloria a Deus submetendo-se a Maria durante trinta anos, do que se tivesse convertido toda a Terra pela realização dos estupendos milagres” (Tratado da verdadeira devoção, n. 18).

Esta afirmação pode soar um pouco estranho e exagerada, mas de fato não é. Na condição de Deus, realizar feitos extraordinários, é algo muito simples. Todavia, esvair-se de sua Glória para servir a uma criatura, como bom filho e servo, de maneira a nos ensinar a verdadeira humildade. Complementa São Luiz de Montfort: “Óh! Quão altamente glorificamos a Deus, quando para lhe agradecer nos sustentamos a Maria, a exemplo de Jesus, nosso único modelo”.

As Bodas de Canaã mostram com perfeição a condição de servo que Nosso Senhor assume diante dos homens a pedido de sua Mãe, mesmo ciente de não haver chegado a hora de iniciar seu ministério pela Terra Santa. É simplesmente incrível ver tamanha demonstração de humildade, enquanto nós muitas vezes viramos as costas para Ele, achando que somos donos absolutos de nossas vidas e vontade.

Nos diz  Santo Afonso de Ligório: “Jesus é onipotente por natureza, Maria o  é pela Graça”. (Glorias de Maria, p. 132). Não há registro na história da Igreja, tanto na Sagrada Escritura quanto na Sagrada Tradição que Jesus houvesse negado um pedido a Nossa Senhora. Isto dá a Nossa Senhora a onipotência mediante sua intercessão poderosa, e não como uma divindade como erroneamente pressupõe os protestantes. Por isso, nos fala Santo Afonso de Ligório: “Jesus antecipou a hora de seus milagres nas bodas de Canaã, porque desde toda a eternidade havia Deus estabelecido que jamais rejeitaria um pedido de Sua Mãe.” (Gloria de Maria, p. 133). Muitos santos também dizem categoricamente que a frase em que Jesus pronuncia “sabeis que não é chegada a minha hora”, “estranhamente” ignorada por Nossa Senhora, na verdade demonstra que este pedido seria negado a qualquer um que lhe pedisse a mesma coisa, exceto a Maria Santíssima.

Ficamos por aqui. Que possamos ter em nossos corações a certeza que Nossa Senhora, Mãe de Deus e Nossa tem em Cristo seu filho amado e obediente. Não por ser uma divindade ou por ser maior que o Cristo, mas pelo motivo exatamente oposto. Cristo, Deus Onipotente humilha-se a condição submissa, como filho e servo de Maria Santíssima, por amor a humanidade e para nos ensinar a lição de que todo homem deve servir antes de ser servido, e também a tomarmos Maria Santíssima como nossa Rainha e Protetora.

Fonte: AQUINO, Felipe Reinaldo Queiroz de – A Mulher do Apocalipse – Editora Cléofas – 7ª Edição – Lorena, SP – 2005 – Pág. 53 a 58.

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