Skip to content

Santa Fortunata de Moquegua, Peru – Corpo Incorruptível

14 de outubro de 2011

Os corpos dos santos que não de decompõem são reais. Não são múmias rígidas, secas e  sem umidade por causa de certos minerais da terra.

Os Santos permanecem com idades entre 18 e 20 anos, como no dia em que morreram, exalando perfumes requintados e mantendo a flexibilidade e maciez.

Santa Fortunata, santa milagrosa do amor e patrona da escola de mulheres que carrega seu nome desde a sua criação em 1956, assim é a Liga dos Artesãos:  “Luz e Progresso”.

Nascida em Cesaréia, na Palestina, entre os anos de 280 a 285 na penúltima década do terceiro século do Cristianismo da era atual, era filha de uma família nobre.

O governo do imperador Diocleciano queria obrigar sua família a participar de uma procissão em honra ao deus Júpiter para  mostrar seu apoio ao Estado romano. Enquanto os pais o fizeram, os quatro filhos, Evaristo, Carponio, Priscian e Fortunata recusaram.

Havia naquele momento um ambiente hostil de perseguição contra os cristãos, sacrificando-os para forçá-los a abandonar sua fé.

Depois de assistir as fortes execuções sangrentas, foi martirizada porque não renunciou a sua fé e não ofereceu sacrifícios aos deuses romanos, então foi decapitada em 14 de outubro entre os anos de 297 à 302  quando ela tinha apenas 17 anos de idade.

Durante o reinado do imperador Diocleciano, o martírio era feito amarando a vítima num poste e girava-se uma roda de madeira com pás de ferro junto ao seu corpo. As pás iam dilacerando a carne num suplicio infernal.

Os estudiosos dizem que as pás eram feitas, na época, de ferro pelos mesmo ferreiros que faziam as ferraduras dos cavalos, de uma maneira grosseira, com a lâmina sem corte, desta forma, a carne era dilacerada por impacto e não por corte, provocando dores lancinantes em especial na região dos seios.

Santa Catarina de Alexandria sofreu na mesma roda e na arte litúrgica da Igreja ela é mostrada segurando a referida  roda com as pás de ferro.

As atas dos martírios eram escritas pelos escribas da época, que eram orientados no sentido de dar maior ênfase ao martírio e quase nenhuma ênfase ao cristão torturado. Os estudiosos dizem que era para que os cidadãos lessem as “Atas do Martírio” e se afastassem do cristianismo.

O mesmo destino desumano foi dados aos seus irmãos Carponio, Evaristo e Priscian pelas mãos do Imperador.

Seu corpo foi recolhido pelos cristãos e em seguida, enviado para Nápoles. Depois se mudou para Roma e foi enterrada nas catacumbas Calepodius Cemetery, onde 1500 anos mais tarde seus restos mortais foram exumados, juntamente com um copo contendo o seu sangue.

Assim descreveu Froilan Miranda Nieto do que a urna contém: uma linda mulher de cabelos dourados e rosto sereno, o perfil perfeito, boca pequena, tirando o sorriso gentil das almas calmas, mostra duas fileiras de dentes pequenos e brancos . “

Desde 05 de janeiro de 1793, Marcos Antônio que era vigário geral de Sua Santidade, o Papa Pio VI, junto com o cardeal James, secretário do guarda corpo, que com a permissão do Papa tinha exumado os restos mortais da mártir, autorizados a manter, dar ou enviar de Roma o corpo santo para veneração dos fiéis em qualquer Igreja, oratório, ou capela, mas não para realização de culto.

Don Laime Siverine, de posse do documento original dando autenticidade ao milagre da incorrupção, presenteou os fiéis com esta relíquia preciosa da Igreja católica. Segue o texto:

MARCO ANTONIO, bispo de predestinado pela graça de Deus,
o Cardeal Colunna, Vigário Geral de nosso Senhor o Papa
e Cúria juiz regular,

Enviamos essas cartas a cada um dos presentes, para a maior glória de Deus e de veneração dos santos, dando como um presente:

O corpo sagrado da Mártir Santa de Cristo, Fortunata, acompanhado por um copo de vidro com seu sangue e nobremente vestido e removida do cemitério Calepodius pelo comando do nosso Santo Padre o Papa, em um caixão relicário de madeira pintada de pórfiro (roxo), fechada por uma fita e hermeticamente fechado e selado com um selo de cera vermelha em relevo com a nossa senha, dando a este sagrado corpo para ser removido de Roma e é publicamente venerada pelos fiéis em todo o oratório ou capela. No entanto, não concede permissão de atribuir Ofício e Missa, de acordo com o Decreto da Sagrada Congregação dos Ritos em 11. ago 1691. 

E como um testemunho de que essas cartas são precisas, o sinal com as mãos, nós imprimimos o nosso selo de cera utilizado de acordo com a custódia das relíquias e posto de comando em Roma, em 05 de janeiro de 1793 de nossa era.

Armado com tal autoridade, Don Laime Siverine, Canon da Igreja de São Marcos, designado a cuidar das relíquias sagradas, a doou à Frei Tadeo Ocampo, prefeito e comissário do Colégio dos Franciscanos Menores do Colégio de Propaganda Fide de Moquegua, que até o ano de 1796 estava em Roma fazendo arranjos inerentes ao cargo que ocupou.

Com 23 dos 29 missionários, leigos e quatro que eram do Colégio de Propaganda Fide, frei Tadeu Ocampo deixou o porto espanhol de Cadiz em 18 de outubro de 1796 na fragata mercante “Nossa Senhora da Solidão”.
A viagem foi uma odisséia, com milhares de aventuras, provações, atos criminosos inacreditáveis.

Dois anos após sua partida de Cadiz, frei Ocampo com os religiosos que o acompanhavam, entrou em Moquegua em 8 de outubro de 1798 no “Portillo” onde se ergueu um arco de flores e tapetes na estrada principal da santa passagem, que foi conduzida sobre os ombros das senhoras de Moquegua e depois foi exposta durante 24 horas na Igreja Matriz. Em seguida, mudou-se para a Igreja de São Francisco, onde foi objeto de veneração do povo por oito dias. Em dezembro do mesmo ano, foi autenticado o corpo da santa pelo pároco de Moquegua Lorenzo Vizcarra Hurtado de Mendoza, na presença das autoridades da cidade.

Sobre sua preferência por Moquegua teceram uma série de lendas.
Diz-se que quando o frei Tadeo Ocampo recebeu pedidos para a santa ir para outro lugar, seu corpo ficou pesado demais para  o deslocar, assim como quando ele quiz enviar a Potosí,  Cochabamba, para difundir a fé em Cristo.

A destruição de São Francisco pelo terremoto de 13 de agosto de 1868, é dedicado pelos sobreviventes à virgem e mártir Santa Fortunata, que da Igreja de Santo Domingo derramou sua afeição a Moquegua, as pessoas e todos os que a visitam na intenção de receber suas bênçãos.

Uma grande fonte de admiração e veneração pelos acontecimentos do passado se dá ao testemunho de seus devotos com a liquefação milagrosa de sangue seco pelo tempo, pelo crescimento de suas unhas e cabelos. Tudo isso são para os fiés, símbolos da vida e votos de felicidade da Santa Fortunata para o povo de Moquegua.

Ela veio de uma forma simples, num sarcófago nada artístico, mas os fiéis com o passar do tempo e esforços suficientes, conseguiram lhe dar um santuário que bem merece, totalmente digno da divindade que é até hoje. Descansa em nossa catedral com o copo de vidro contendo seu sangue e as letras originais que atestam a autenticidade de Santa Fortunata.

Para evitar danos ao seu corpo em passeios processionais, os restos originais não vão pelas ruas da cidade, mas uma réplica da santa a quem prestam homenagens a cada 14 de outubro.

Vale ressaltar que a santa padroeira de Moquegua é Santa Catarina de Alexandria, mas para nossa Santa Fortunata também é considerado como tal porque tem penetrado profundamente na crença da cidade Moquegua, tanto que é  a santa patrona da escola de mulheres, carregando seu nome desde a sua criação em 1956, assim é a Liga dos Artesãos: “Luz e Progresso”.

Para que as pessoas com devoção suficiente levantem suas orações em busca de mais espiritualidade no mundo católico por ter sido uma verdadeira irmã.

Santa Fortunata de Moquegua, conforto, ajuda, esperança, querido amor…
Rogai por nós!

Fonte: El Mariteguino e Preguntasantoral

Vamos refletir juntos…

Moquegua e Baucina tem “brigado” através dos tempos pela autenticidade de suas Fortunatas, visto que nos registros da Igreja Católica Apostólica Romana existe apenas uma Fortunata.

Nestes documentos arquivados existem algumas controvérsias nas datas, o que nos dá a certeza de  ser duas meninas com algumas semelhanças, pois o nome Fortunata era muito comum naquela época.

Tanto que as duas tem documentos autênticos da Igreja que comprovam o milagre da incorrupção e autorização para venerá-la e festejá-la devido a milhares de graças alcançadas pelos seus devotos.

Ambas moravam na Palestina e ambas foram capturadas por causa de sua fé, pois as perseguições do Estado Romano contra os cristãos era brutal e vergonhosa naquela região. 

As duas meninas foram martirizadas e mortas no mês de outubro, sendo que a de Baucina foi no ano de 200 e a de Moquegua no ano de 297.

As duas são festejadas no dia 14, a de Baucina no dia 14 de fevereiro de a de Moqueguá em 14 de outubro. Também as duas escolheram as cidades onde ficariam sepultados seus restos mortais.
Por essas coincidências houveram registros com diversas datas e todas designadas a mártir virgem Fortunata.

Pois bem, as coincidências param por aqui.

A Fortunata de Moquegua foi descoberta incorruptível por acaso, quando foram removidos os restos mortais de todos os mártires que morreram por sua fé em Jesus Cristo, de Nápoles para Roma.

Constatado o milagre da incorrupção, pôde se começar os registros da hoje Santa Fortunata, muito embora houveram erros grotescos das pessoas que registraram a documentação através dos tempos, fazendo muita confusão entre as duas meninas.

O mesmo não aconteceu aos seus irmãos, mas são reconhecidos e estão registrados como mártires por terem dado sua vida pela fé e crença em Jesus Cristo e no Deus único. 

Milagres da época:

– Seu corpo, apesar de muito dilacerado pelo martírio estava incorruptível, mesmo após 1500 anos de sua morte.

– Seu rosto se manteve intacto e assim foi descrito por Froilan Miranda Nieto: uma linda mulher de cabelos dourados e rosto sereno, o perfil perfeito, boca pequena, tirando o sorriso gentil das almas calmas, mostra duas fileiras de dentes pequenos e brancos . “

– Seu corpo foi reconstruído e seu sangue líquido colocado num copo junto ao corpo que foi doado ao  Frei Tadeo Ocampo, prefeito e comissário do Colégio dos Franciscanos Menores do Colégio de Propaganda Fide de Moquegua. Deixaram o porto espanhol de Cadiz em 18 de outubro de 1796 na fragata mercante “Nossa Senhora da Solidão”.

– Durante a viagem foi lhe creditados milhares de milagres, dentre eles, abrandando muitas provações e lhes protegendo de atos criminosos inacreditáveis.

– Dois anos após sua partida de Cadiz, frei Ocampo com os religiosos que o acompanhavam, entrou em Moquegua em 8 de outubro de 1798 no “Portillo” sendo recebido com muita honra.

– Santa Fortunada escolheu Moquegua para sepultar seus restos mortais, pois segundo testemunhos, quando se cogitou a transferência de seu corpo para outro lugar, o corpo se tornou tão pesado que foi impossível ser removido.

Também os sobreviventes do terremoto de 13 de agosto de 1868 em São Francisco lhe dão crédito de suas vidas a virgem mártir.

suas unhas e cabelos não param de crescer e tem que serem constantemente cuidados.O povo atribui esse fenômeno como símbolos da vida e votos de felicidade da Santa Fortunata para o povo de Moquegua.

Ainda nos dias de hoje pode ser visitada na Igreja de São Francisco. Lá constam os milagres atuais concedidos por essa virgem mártir que deu sua vida pela fé em Jesus Cristo.

Casais Missionários.

Anúncios

From → Milagres, Santos

Deixe um comentário

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: