Skip to content

Abandonar Terra Santa seria traição a Cristo, afirma ex-núncio Apostólico em Israel

2 de novembro de 2011

ROMA, 02 Nov. 11 / 09:31 am (ACI/EWTN Noticias)

O Cardeal Andrea Cordero Lanza di Montezemolo, ex-núncio de Israel, animou a todos os cristãos do mundo a recordarem que Jesus existiu e que se os cristãos abandonarem Terra Santa estariam traindo a Cristo.

O Cardeal Cordero é recordado por seu trabalho bem-sucedido nos países que hoje compartilham a Franja de Gaza. Em 1990 foi nomeado Delegado Apostólico em Jerusalém e Palestina, e após difíceis negociações, obteve o estabelecimento de relações diplomáticas entre a Santa Sé e o Estado de Israel, sendo o primeiro Núncio Apostólico naquele país.

Em uma entrevista concedida ao grupo ACI em Roma, o Cardeal explicou que “os cristãos devem seguir com sua presença em um lugar que foi famoso por Cristo”, naqueles enclaves “onde Jesus viveu, fez toda a ação redentora, isso não é possível negar”.

“Deixar a Terra Santa por parte dos cristãos seria como trair a Cristo”, afirmou.

O Cardeal indicou que na Terra Santa é necessária a participação dos cristãos tanto no campo do direito, como também dentro de outras possibilidades concretas. “Muitos cristãos vão embora, deixam a Terra Santa porque não encontram possibilidades ou facilidades para viver, para trabalhar então deve-se fazer toda uma ação para que possam permanecer e seguir dando testemunho de sua fé”, explicou.

O Cardeal Cordero conseguiu no ano 1997 que fossem reconhecidas em Israel todas as instituições católicas, como entidades jurídicas com pessoal jurídico para poder viver publicamente e ter direito a propriedades, uma conta no banco ou apresentar-se ante um tribunal.

“Isto foi muito importante, os acordos seguiram durante esses anos sobre outros diálogos, outras reflexões, outros pontos, há sempre que melhorar, que esclarecer, e fixar os direitos e os deveres de todas as instituições católicas em Israel, ante Israel, mas também ante a Palestina, com a qual não há ainda um intercâmbio diplomático porque a autoridade Palestina e a Palestina como tal não é um estado”.

O purpurado explicou que quando o estado palestino seja reconhecido de maneira especial pela Organização das Nações Unidas, “não haverá nenhuma dificuldade para estabelecer também relações em nível de nunciatura e embaixada, segundo a Convenção de Viena”.

“Nestes últimos tempos foram dados passos adiante para reconhecer os dois estados. Não é fácil, porque há muitos problemas que permanecem e não encontraram ainda uma solução”, remarcou.

Dom Cordero afirmou que a atividade de custódia da Terra Santa necessita uma voz no campo internacional, “não somente para informar, mas também para convidar a estudar, a conhecer”.

“Diz-se que a Terra Santa, os monumentos da Terra Santa são como o quinto Evangelho, e é certo porque fala de algo que não é somente museu, algo que tem que representar uma vitalidade para todos os cristãos e de maneira especial os católicos de hoje em dia”, concluiu.

O Cardeal Cordero também foi Núncio Apostólico em diferentes países da América Latina, como a Nicarágua, Honduras e Uruguai, e escreveu um livro sobre as Catequese Paulinas de Bento XVI. Atualmente é Arcebispo Emérito da Basílica de São Paulo Extra Muros de Roma.

Anúncios
Deixe um comentário

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: