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QUAL FUTURO PARA OS RELIGIOSOS NA ITÁLIA?

9 de novembro de 2011

Tema discutido na Assembléia Nacional da Conferência Italiana dos Superiores Maiores

FLORENÇA, quarta-feira, 9 de novembro, 2011 (ZENIT.org) – Com o título “Confronto e expectativas sobre o futuro da Igreja na Itália. Qual é a responsabilidade dos religiosos?” começou em Florença, segunda-feira 7 de novembro no Grande Hotel Mediterrâneo, a 51ª assembléia Nacional da CISM (Conferência Italiana dos Superiores Maiores).

No seu relatório, o Presidente Nacional Pe. Alberto Lorenzelli, sdb, começou por explicar que “o cristianismo não era apenas uma boa notícia” porque “o Evangelho não é apenas uma comunicação de coisas que podem ser conhecidas, mas é uma comunicação que produz fatos e muda a vida. ”

Falando de coisas por vir, Pe. Lorenzelli afirmou que “imaginar o futuro é formular uma expectativa de significado” e acrescentou “significado como exercício da esperança” daquele que “tem o olhar constantemente dirigido à Jesus crucificado, na certeza da Ressurreição.”

Segundo o presidente do CISM “exercício de esperança significa ser capaz de ver o lado positivo, aprender a reconhecer as luzes, saber acolher e apoiar, ainda as pequenas chamas que existem e que a esperança nos mostra como sementes de uma nova realidade.”

Pe. Lorenzelli falou dos muitos riscos de uma vida religiosa que se “fecha em si mesma”, por isso se necessita “uma identidade aberta” porque, conforme observado por Monsenhor Mariano Crociata, Secretário Geral da CEI, “apenas quem possui uma sólida identidade pode doar-se e acolher”.
Para o presidente do CISM, o desequilíbrio da missão sem identidade é muito perigoso.

“Fazemos muitas coisas – ele disse – tapamos muitos buracos, algumas vezes somos muito generosos com as Igrejas locais. Mas fazemos coisas que não nos competem, perdendo o que é propriamente nosso: corremos o risco de acabar na centrífuga escravizante das urgências do momento, que nos fazem sangrar sem misericórdia, dando-nos somente algum leve reconhecimento compensatório “.

“Precisamos, pelo contrário – ressaltou – de um maior confronto com os sujeitos eclesiais (igrejas particulares, grupos, movimentos, leigos com experiência e profissionalidade) justamente para evitar que a nossa identidade não acabe por dar razões que ninguém mais acredite, porque não intercepta mais o sentir comum difundido também nas outras realidades eclesiais”.

Com relação à “nova evangelização” o presidente do CISM propôs “re-investir com confiança nos leigos.” Neste contexto, ele citou o Professor Giuseppe Savagnone que no livro “Mestres da humanidade na escola de Cristo”, escreveu: “é necessário ensinar a rezar também fora das igrejas […] Afinal de contas toda a tarefa pastoral é a de ajudar a percorrer o longo caminho que separa o velho Adão, que se esconde de Deus e de si mesmo, do novo, Jesus, que se recusou a fugir e permaneceu exposto, para acolher a todos, com os braços abertos na cruz. Na base da disponibilidade para fazer este caminho é indispensável a confiança de que Deus não chama para julgar, mas para curar. ”

“Entre as primeiras tarefas – concluiu o Pe. Lorenzelli – há aquela de inventar tempos e espaços de gratuidade e por isso as comunidades (religiosas, paroquiais, movimentos) poderiam começar a reconfigurar-se como escola de desejo, de dom e de amizade”.

Por Antonio Gaspari

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