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Beato Antônio Bonfadini, Região de Emília Romanha, Província de Ravena, Itália – Corpo Incorruptível

1 de dezembro de 2011

Os corpos dos santos que não de decompõem são reais. Não são múmias rígidas, secas e  sem umidade por causa de certos minerais da terra.

Os Santos permanecem com idades entre 18 e 20 anos, como no dia em que morreram, exalando perfumes requintados e mantendo a flexibilidade e maciez.

António Bonfadini passou os últimos dias da sua vida na cidade de Cotignola (Itália), onde morreu e onde o seu corpo permaneceu incorrupto.

Tinha nascido em Ferrara no já remoto ano de 1400. Obteve o grau de Doutor na sua cidade natal em 1439 e aos 37 anos entrou na Ordem Franciscano dos Irmãos Menores, no convento da estrita observância do Espírito Santo em Ferrara e aí se destacou pela sua fidelidade à regra e pela sua veemente pregação da Palavra de Deus.

Ordenado sacerdote, sentiu-se atraído pelos sermões de São Bernardino de Sena que produziram nele um despertar maravilhoso de virtudes, não só em Frei António Bonfaddini, mas também nos outros franciscanos, seus irmãos da Ordem fundada por São Francisco de Assis.

Passado algum tempo, começou a percorrer os caminhos da Itália como pregador da Palavra de Deus, sendo sempre escutado com grande atenção pelos auditores que acorriam numerosos para ouvirem o homem de Deus. Estava-se então no século XV, o século de ouro da pregação e da santidade da observância franciscana. Basta-nos aqui recordar quatro dessas colunas da pregação: São Tiago das Marcas, São João de Capistrano, São Bernardino de Sena e Alberto de Sarteano, menos conhecido talvez do que os três primeiros. É pois natural que beneficiando de um tal clima espiritual, António se sentisse atraído por eles. Por isso mesmo não é de admirar que o seu intenso e frutuoso apostolado semeado nos corações de tantos italianos durante alguns decénios, tenha dado frutos abundantes, conduzindo a Deus milhares de almas desejosas de renovação espiritual.

António Bonfaddini desejou ardentemente estender o seu apostolado aos povos que ainda não tinham recebido a luz do Evangelho. Inspirado por Deus, pensou na missão da Terra Santa, aquela terra que o próprio Filho de Deus tinha pisado e sobre a qual derramou o seu Sangue para nossa salvação. Esta dita missão tinha sido fundada por São Francisco em 1217, então acompanhado por Frei Elias que foi o primeiro Provincial  da província do Oriente. Mais tarde a Ordem Franciscano fundou outros centros de espiritualidade que muito serviram a Igreja e à qual deram santos e mártires.

E Frei António lá foi para a Terra Santa levar a Palavra de Deus e converter os corações de tantos descrentes, entre os quais judeus e muçulmanos. Não se sabe ao certo quanto tempo ele permaneceu na Palestina, nem quais foram exactamente as suas actividades — outras que as pregações. Todavia sabe-se que dado a sua idade já avançada, não poderiam ser demasiado fatigantes. Foi provavelmente este problema de idade que o obrigou — cheio de méritos mais igualmente de pena — voltar à Itália, viagem que foi bem mais penosa do que a ida.

O seu desejo seria de voltar para Ferrara, onde deseja passar os seus últimos dias, à espera que nele se cumprisse a vontade de Deus, quando fosse a hora e o momento.

Todavia, desde que chegou a Itália, logo esqueceu o cansaço, as enfermidades e os anos, retomando com redobrado ardor as pregações nas cidades e aldeias e os resultados obtidos nestes últimos tempos de vida foram extraordinários.

Esgotadas as forças, entregou a sua bela alma a Deus no Hospital do Peregrinos de Catignola no primeiro dia do mês de dezembro de 1482, tinha ele então 82 anos.

Frei António gozou sempre nesta cidade de uma grande veneração, onde era conhecido como “o Santo de Cotignola”. Ali igualmente é celebrada a sua festa na segunda-feira de Páscoa, quando o seu corpo incorrupto é exposto e venerado por toda aquela região.

O Papa Leão XIII aprovou o seu culto em 13 de maio de 1901 e a sua festa foi fixada para o dia do seu nascimento ao Céu: 1º de Dezembro.

Beato Antônio Bonfadini…    Rogai por nós!

Fonte: martirologio

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