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Capacitação Bíblica sobre o Evangelho de São Lucas, com Pe. Mauro.

21 de abril de 2012

Neste primeiro momento com Pe. Mauro, sentimos todo seu acolhimento e sua disponibilidade em estar conosco numa missão difícil, pois somos muitos com boa vontade e poucos bem preparados, então percebemos todo seu amor ao transmitir seu conhecimento sem nenhuma distinção.

Penso que a Providência Divina nos trouxe Pe. Mauro como um presente único de aprendizado e amizade eterna.
Sentimos como se o conhecêssemos a muito tempo e estamos encantados com sua forma muito humana e simples de nos tirar a trave dos olhos, para podermos enxergar as passagens do Evangelho com os olhos do próprio evangelista.

Nos transportou para uma época que pra muitos não passam de histórias dos livros ou até mesmo da Bíblia, num tempo tão distante e com leis tão rígidas que parecem nunca ter existido.

Ganhamos uma apostila muito prática e resume muito bem as partes mais importantes e tivemos muito pouco a anotar.
Abaixo, alguns tópicos que quero partilhar com todos:

* שם = nome
Em hebraico o nome de uma criança não tem só o significado de identificação, mas tem um princípio direcional de sua personalidade.
Ex. Yeshua (Jesus) = Deus salva ou Deus conosco

* Temos que ser atentos ao chamado de Deus, pois Ele nos conhece e nos chama pelo nome, mesmo antes de termos nascido.
* O nome de Deus é um Memorial, ou seja, quando O chamamos, Ele vem a nós sempre dinâmico.

* Esse próximo ano será um ano Mariano e algumas fontes nos revelam que Maria já era cultuada com hinos desde os anos 60dc. Então vemos que este amor que temos a Mãe do céu não é de nossa época, já vem desde as primeiras comunidades cristãs.

* Temos que entender quando lemos os Evangelhos, que cada evangelista escreveu para atender as expectativas de cada comunidade. Assim: Lucas escreve para os gregos, Mateus para os judeus e Marcos para os latinos.

* Mateus coloca Jesus no Egito e faz um paralelismo com Moisés. Ex:
Moisés = no seu nascimento se faz referência a casa iluminada.
Jesus = no seu nascimento se faz referência a estrela que ilumina.

Moisés = Magos prevem para os reis a sua chegada.
Jesus = Magos seguem a estrela para verem o Messias.

Moisés = “deveria ter sido abortado ou não ter nascido”
Jesus = “deveria ter sido abortado ou não ter nascido”

Moisés = matança de meninos
Jesus = matança de meninos

Moisés = libertador do povo escravizado
Jesus = libertador e salvador

Moisés = recebeu as Leis no Monte
Jesus = direciona o povo com as Bem Aventuranças no “Monte” (Sermão da Montanha)

* Lucas diz que o sermão das  Bem Aventuranças se dá na planície e não no monte. Temos que entender que Mateus faz esses paralelos com olhar teológico, pois o “monte” era tido como o lugar mais próximo do céu, um lugar de oração e de entrega à Deus.
Até bem pouco tempo as Igrejas eram construídas com esse mesmo cuidado. Sempre no local mais alto e com a porta de entrada principal voltada para o nascer do sol, Cristo a luz do mundo.

* Portanto não há mentira em nenhum dos dois e sim uma forma mais próxima da realidade do povo que os seguiam. O importante não é a localização e sim o conteúdo e a mensagem dada no sermão.

* Evangelhos sinóticos: Mateus, Marcos e Lucas.
Dão início na Galileia e morre na Palestina.

* Evangelho de João:
Inicia da Galileia para a Palestina e vai e vem por um espaço de tempo de três anos pregando até sua morte.

* Aqui também o importante não é o tempo e sim a trajetória e seus ensinamentos.
Os sinóticos enfatizam a glória. Eles achavam que Jesus iria se tornar um “rei” e seus apóstolos brigavam entre si para ver quem iria ter mais poder ao lado do Mestre.
Jesus teve conhecimento destes pensamentos e das desavenças entre seus escolhidos e decide mudar radicalmente sua pregação e inicia a teologia do servo de Javé, anunciando por 3 vezes sua morte na cruz.

* Paixão = Sofrimento

* Cristologia:
– Sinóticos = é ascendente, tem ordem crescente desde o nascimento de Jesus até sua morte.
– João = se inicia no Verbo e enfatiza a atividade dinâmica de Cristo.
– Paulo = se faz num aspecto ascendente e descendente, num vai e vem dinâmico, dando ênfase a Salvação e a Glória Eterna.

* Ressurreição Escatológica: após a morte

* Ressurreição Incoativa: em vida, imediatamente.
Trabalhem ativamente para Cristo, buscando as coisas do alto, numa ressurreição que já começou.

Como podem conferir, o tempo é curto para tanto conteúdo e fomos embora deste sábado com gostinho de “quero mais”.

Vanuza Colombo 

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