Skip to content

Coroa do Advento

30 de novembro de 2012

Coroa de advento

Desde a sua origem a Coroa de Advento possui um sentido especificamente religioso e cristão: anunciar a chegada do Natal sobre tudo às crianças, preparando-as para a celebração do Santo Natal, suscitando a oração em comum, mostrando que Jesus Cristo é a verdadeira luz, o Deus da Vida que nasce para a vida do mundo. O lugar mais natural para o seu uso é família.

Além da coroa como tal com as velas, é uso antigo pendurar uma coroa (guirlanda), neste caso sem velas, na porta da casa. Em geral laços vermelhos substituem as velas indicando os quatro pontos cardeais. Entrou também nas igrejas em formas e lugares diferentes, em geral junto ao Ambão.
Cada domingo do Advento se acende uma vela. Hoje está presente em escolas, hotéis, casas de comércio, nas ruas e nas praças. Tornou-se mesmo enfeite natalino.
Não se pode pensar em tempo de Advento sem a coroa com suas quatro velas.

A mensagem da Coroa de Advento é percebida a partir do simbolismo de cada um de seus elementos.

O Círculo

A coroa tem a forma de círculo, símbolo da eternidade, da unidade, do tempo que não tem início nem fim, da Aliança de Cristo, Senhor do tempo e da história.

O círculo indica o sol no seu ciclo anual, sua plenitude sem jamais se esgotar, gerando a vida. Para os cristãos este sol é símbolo de Cristo. Desde a Antigüidade, a coroa é símbolo de vitória e do prêmio pela vitória. Lembremos a coroa de louros, a coroa de ramos de oliveira, com a qual são coroados os atletas vitoriosos nos jogos olímpicos.

Os ramos verdes que enfeitam o círculo costumam ser de abeto ou de pinus, de ciprestes. É símbolo nórdico. Não perdem as folhas no inverno. É, pois, sinal de persistência, de esperança, de imortalidade, de vitória sobre a morte.

Para nós no Brasil este elemento é um tanto artificial e, por isso, problemático, menos significativo, visto que celebramos o Natal no início do verão e com isso não vivenciamos esta mudança da renovação da natureza. Por isso, a tendência de se substituir o verde por outros elementos ornamentais do círculo: frutos da terra, sementes, flores, raízes, nozes, espigas de trigo.

Para ornar a coroa usam-se também laços de fitas vermelhas ou rosas, símbolo do amor de Jesus Cristo que se torna homem, símbolo da sua vitória sobre a morte através da sua entrega por amor. Deste modo, nas guirlandas penduradas nas portas das casas, os laços ocupam o lugar das velas. Lembram os pontos cardeais, a cruz de Cristo, que irradia a luz da salvação ao mundo inteiro.

As velas

As quatro velas indicam as quatro semanas do Tempo do Advento, as quatro fases da História da Salvação preparando a vinda do Salvador, os quatro pontos cardeais, a Cruz de Cristo, o Sol da salvação, que ilumina o mundo envolto em trevas. O ato de acender gradativamente as velas significa a progressiva aproximação do Nascimento de Jesus, a progressiva vitória da luz sobre as trevas. Originariamente, a velas eram três de cor roxa e uma de cor rosa, as cores dos domingos do Advento. O roxo, para indicar a penitência, a conversão, fé, justiça e paz e o rosa como sinal de alegria pelo próximo nascimento de Jesus, usada no 3º domingo do Advento, chamado de Domingo “Gaudete” (Alegrai-vos).
Na Igreja Católica a cor das velas segue a cor das vestes litúrgicas do sacerdote, sendo assim, a cor roxa é usada no primeiro, segundo e quarto domingos do Advento, do tom mais escuro ao mais claro e a cor rosa no terceiro domingo.

Existem diferentes tradições sobre os significados das velas.
A mais antiga:
a primeira vela é do profeta;
a segunda vela é de Belém;
a terceira vela é dos pastores;
a quarta vela é dos anjos.

Outra tradição vê nas quatro velas as grandes fases da História da Salvação até a chegada de Cristo.
Usada principalmente nas Igrejas na tradição mais antiga:
a primeira é a vela do perdão concedido a Adão e Eva, que de mortais se tornarão seres viventes em Deus;
a segunda é a vela da fé dos patriarcas que creem na promessa da Terra Prometida;
a terceira é a vela da alegria de Davi pela sua descendência;
a quarta é a vela do ensinamento dos profetas que anunciam a justiça e a paz.

Nesta perspectiva mais usada nos dias de hoje, podemos ver nas quatro velas as vindas ou visitas de Deus na história, preparando sua visita ou vinda definitiva no seu Filho Encarnado, nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo:

O tempo da criação: de Adão e Eva até Noé; (Penitência)
O tempo dos patriarcas; de Abraão, Isaac, Jacó; (Conversão e Fé)
O tempo dos reis; de Davi pela promessa da Aliança Eterna (Alegria)
O tempo dos profetas que anunciaram a chegada do Senhor. (Justiça e Paz)

João Paulo II

Com o primeiro domingo de Advento, inicia-se o novo Ano litúrgico e de maneira mais específica, começa o período de preparação para o Natal do Senhor.
A Igreja inteira peregrina no mundo, põe-se de novo espiritualmente a caminho rumo ao Messias esperado.

Nas duas primeiras semanas, a nossa expectativa se volta para a segunda vinda definitiva e gloriosa de Jesus Cristo, Salvador e Senhor da história.
Recorda também o Deus da Revelação. Aquele que é, que era e que vem (Ap 1, 4-8), que está sempre realizando a salvação mas cuja consumação se cumprirá no “dia do Senhor”, no final dos tempos.
As duas últimas semanas, dos dias 17 a 24 de Dezembro, visam em especial, a preparação para a celebração do Natal, a primeira vinda de Jesus entre nós. Por isto, o Tempo do Advento é um tempo de piedosa e alegre expectativa.

Deus é ‘Aquele que vem’: veio até nós na pessoa de Jesus Cristo; vem ainda nos Sacramentos da Igreja e em cada ser humano que implora a nossa ajuda; virá na glória no final dos séculos. Eis por que o Advento é caracterizado pela expectativa vigilante e laboriosa, alimentada pelo amor e pela esperança, que se difunde no louvor e na súplica e se transforma em obras concretas de caridade fraterna.

O Advento é o Tempo Mariano por excelência, porque Maria é Aquela que de maneira exemplar esperou e aceitou o Filho de Deus que Se fez homem. A Virgem Santa nos ajuda abrir as portas do coração a Cristo, Redentor do homem e da história; que Ela nos ensine a ser humildes, porque o olhar de Deus se detém sobre o humilde.

E também nos faça compreender cada vez mais o valor da oração, do silêncio interior, da escuta da Palavra de Deus e sua correta interpretação; estimule-nos a uma íntima e sincera busca da vontade de Deus, mesmo quando ela põe em crise os nossos projetos; encoraje-nos a esperar o Senhor, partilhando o nosso tempo e as nossas energias com quem se encontra em necessidade.

Amém.

Fonte: franciscanos e Grupo Nossa Senhora Rainha da Paz

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: