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Primeira Parte do Tempo Comum “Ano C”

14 de janeiro de 2013

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1ª Parte do Tempo Comum

Terminado o Tempo do Natal com a Solenidade do Batismo do Senhor, a Igreja começa a caminhar como O Povo de Deus caminhou no deserto durante quarenta anos rumo a Terra Prometida.

Nem só de festas e solenidades vive a espiritualidade da Liturgia, mas o dia a dia, a rotina, a Constância, traçados pela esperança e perseverança na caminhada.

O início do tempo comum acontece na segunda-feira, após o Batismo de Jesus e o término da comemoração ocorrerá na véspera da quarta-feira de cinzas.

A espiritualidade visa a esperança e escuta da palavra e o ensinamento baseia-se no anúncio do Reino de Deus.

A cor a ser utilizada será a verde, com exceções de dias comemorativos ou festivos de Santos ou Eventos Litúrgicos.

O aspecto mais forte deste tempo é a comunidade reunida para celebrar sua fé, tendo o Domingo como a Páscoa semanal, onde a Igreja, Povo de Deus, caminha junto com o seu Senhor Ressuscitado.

Espiritualidade e símbolos

Este longo período compreende 33/34 semanas.

O tempo comum começa no dia seguinte à festa do Batismo do Senhor e vai até a terça-feira de carnaval, inclusive. Interrompido pelo ciclo pascal.

Os primeiros domingos do tempo comum são marcados por um clima de manifestação do Senhor, da sua missão no mundo e do chamado dos discípulos. A atitude destes domingos é sugerida pela voz do Espírito que desceu sobre Jesus nas águas do Jordão: “Tu és meu Filho querido, o meu predileto”!

Contemplamos Jesus como o iniciador do reino.

Além do domingo, como festa semanal, celebram-se nesta primeira parte as festas da apresentação do Senhor e a festa da conversão do apóstolo Paulo.

Sentido

O domingo é a páscoa de cada semana, dia da reunião da comunidade para escutar a Palavra e fazer a Ceia em Memória da Morte e Ressurreição de Jesus.

Símbolos que nos mostram como viver bem este tempo

O gesto simbólico que caracteriza o domingo como dia memorial da páscoa é sempre a reunião da comunidade em torno da Palavra e da Santa Ceia.

O evangelho de cada celebração às vezes inspira um símbolo ou gesto simbólico que marca um determinado domingo.

Para ressaltar a dimensão pascal do domingo, está previsto oração e aspersão da água (no lugar do ato penitencial).

Há ainda as músicas que expressam o sentido de cada domingo.

Deixar-se conduzir pelo Espírito Santo de Deus, que nos guiará pela Palavra proclamada em cada liturgia;

Fazer crescer em nós o sentido de comunidade-Igreja, povo reunido para celebrar sua fé, que caminha como a grande família de Deus rumo a Terra Prometida: O Céu;

Centralizar a sua vida e pratica da fé no Mistério Pascal de Cristo que se realiza na Comunhão em espírito com Deus através da Palavra, nos Sacramentos e plenamente na Eucaristia;

Adestrar os sentidos para colher a Vontade de Deus nos pequenos gestos, nas coisas simples do dia a dia e na prática comum da fé e da caridade.

As celebrações festivas da Virgem Maria e dos Santos nos finalizam a fidelidade de Deus e daqueles que nos precederam nos mistérios da nossa fé.

Celebrar o Tríduo do Senhor Crucificado, Sepultado e Ressuscitado.

Fazer a prática do jejum durante a quaresma. (40 dias)

Procurar reconciliar-se com quem está distante de seu coração por algum motivo ou mágoas passadas.

Fazer penitência por alguém, colocando neste período algo de que é penoso para você, como por exemplo, visitar doentes em hospitais.

Participar da Celebração da Quarta-feira de Cinzas.

Relembremos como está disposto o Ano Litúrgico:

Na segunda-feira após a comemoração do Batismo do Senhor, entramos na primeira parte do tempo comum, que vai até a véspera da quarta-feira de cinzas.

No início todo domingo era dia de Páscoa.

No século I a Páscoa começa a ser celebrada anualmente.

No Século IV, além da vigília Pascal, é celebrado o Tríduo do Senhor Crucificado, Sepultado e Ressuscitado.

O jejum de dois dias (Século III) passa a ser de uma semana, e depois, de 40 dias.

Tempo de preparação dos catecúmenos para o batismo.

Tempo de reconciliação e penitência. Disso restou o costume da imposição de cinzas na quarta-feira em que inicia a quaresma.

Foram apresentadas as comemorações da Ascensão e de Pentecostes. Estava formado o ciclo pascal.

Nessa época é definido no ocidente o dia do Natal. Essa data foi tomada de empréstimo da festa do sol, uma festa pagã. Os cristãos viam em Jesus o verdadeiro Sol de Justiça.

Estava se formando o ciclo de natal.

Estes dois ciclos festivos são as colunas mestras do Ano Litúrgico.

Na Idade Média são introduzidas as seguintes festas dogmáticas:

Santíssima Trindade (1000),

Corpus Christi (1246),

Sagrado Coração de Jesus (1756) e

Cristo Rei (1925).

Além disso, Maria e os santos também têm seu lugar na liturgia. Desde muito cedo os cristãos veneravam aqueles que pelo martírio haviam se tornado testemunhas de Cristo.

Desde o Século II São Policarpo de Esmirna já era venerado na liturgia. Depois vieram os apóstolos e todos os que haviam sido perseguidos por causa do nome de Jesus.

O centro e a fonte de todo o Ano Litúrgico é o mistério pascal de Jesus Cristo.

 Vanuza Colombo

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One Comment
  1. Camila permalink

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